quarta-feira, 15 de abril de 2015
João é derrotado no Conselho de Saúde
Na tarde desta terça (14), o secretário de Saúde do DF, João Batista, tentou emplacar seu fabuloso plano de consertar a saúde pública. Durante reunião do Conselho de Saúde da Secretaria, ele apresentou o plano de terceirizar hospitais e UPAs (O primeiro hospital a ser terceirizado seria o de Ceilândia).
Mas o secretário teve a proposta derrotada. Votaram contra: os Sindicatos dos Médicos, Farmacêuticos e Biomédicos. A rejeição foi total. A expectativa dentro do governo do PSB, é que o atual secretário deixe a pasta nos próximos dias. Está no lugar errado. De novo.
Fonte: Donny Silva
terça-feira, 14 de abril de 2015
TCDF VAI ALERTAR GOVERNADOR SOBRE NECESSIDADE DE FAZER MANUTENÇÃO DE BENS PÚBLICOS
ABANDONO
NOVA GESTÃO DEVE FAZER UM PLANO DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO

O TEATRO NACIONAL APRESENTOU GRAVES FALHAS NO SISTEMA DE MANUTENÇÃO (FOTO: WIKIPEDIA)
O presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Conselheiro Renato Rainha, solicitou uma audiência com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, para entregar uma lista de auditorias e recomendações já feitas pelo TCDF ao GDF. O objetivo da visita é dar os subsídios necessários para a nova gestão fazer, com o máximo de urgência, um plano de manutenção e conservação dos bens públicos do Distrito Federal, além de dar continuidade às obras paradas e/ou inacabadas.
Uma auditoria realizada pelo corpo técnico do TCDF apontou a existência de rachaduras; fissuras nas estruturas; infiltrações; fiação exposta; luminárias ausentes; escadas rolantes e elevadores inoperantes; pisos danificados; dispositivos de combate de incêndio precários; alvenaria, pintura e esquadrias danificadas e outros problemas várias edificações do DF. Na lista, há pontes, viadutos, prédios e monumentos públicos, inclusive os principais pontos turísticos de Brasília. Segundo o relatório da fiscalização, realizada em 2012, a deterioração fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (artigo 45).Uma nova vistoria foi realizada em 2015 e a situação continua a mesma ou piorou nos pontos visitados.
O que também fere a LRF é a existência de obras paralisadas e/ou inacabadas. Entre os exemplos que serão levados pelo presidente do TCDF ao governador estão a construção do Parque Burle Marx, a Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) primeira e a segunda etapa do Asfalto Novo, a Ponte do Bragueto (contratada e não iniciada), e a Torre de TV Digital (com recebimento provisório, mas interditada por várias patologias na estrutura e outras pendências).
Manutenção improvisada
De acordo com o relatório produzido, a atividade de manutenção no DF é realizada de maneira improvisada, casual e não garante a integridade das edificações públicas. O documento ainda concluiu que também não existe rotina de inspeção e avaliação da situação dos bens para fins de planejamento. O GDF, no entanto, não elaborou até hoje um Plano de Implementação das recomendações indicadas pela Corte (no item II da Decisão nº 6300/12), bem como de outras ações necessárias para solução dos problemas apontados na auditoria.
O presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha, ressalta ainda a necessidade de que todos os órgãos e entidades do complexo administrativo do GDF que administrem ou sejam responsáveis por bens públicos passíveis de manutenção sejam envolvidos no processo de planejamento.
Exemplos de problemas encontrados pela auditoria
Entre os locais que foram visitados está o Teatro Nacional que, segundo a auditoria, apresentou graves falhas no sistema de manutenção, necessitando de reparos urgentes. Segundo o relatório, as portas de acesso à Sala Martins Pena e ao Espaço Dercy Gonçalves estavam quebradas; as vigas estruturais apresentavam rachaduras; havia sinais de infiltração no telhado e nas paredes externas, além de mofo no carpete da Sala Villa-Lobos; os elevadores estavam fora de serviço; e o sistema de ar condicionado causava insalubridade (soltando lã de vidro). Além disso, os cubos decorativos das paredes externas não tinham a devida impermeabilização. Constatou-se ainda que o espaço reservado para o restaurante no topo do edifício está desativado e os camarins estão em péssimo estado de conservação. As saídas de emergência do teatro estão comprometidas e sendo utilizadas como ponto de uso de drogas.
O Museu da República, inaugurado no final de 2006, também apresentou graves falhas na manutenção. Os auditores do TCDF encontraram trincas e rachaduras aparentes e sinais de infiltração em todas as estruturas visitadas, desagregação do concreto na face externa, elevadores com defeito, além de sistema de ar condicionado sem contrato próprio de reparo. A pintura da fachada está desgastada e a rampa de acesso está com o piso extremamente deteriorado.
Como exemplo da ausência de manutenção, o corpo técnico do Tribunal de Contas do DF citou a manutenção emergencial realizada na Ponte JK no início de 2011, em decorrência de oscilações e desnível na pista. “O Tesouro Distrital é onerado, pois o gestor só cuida de reparar o bem depois de deteriorado, gastando muito mais do que se tivesse realizado adequadamente sua manutenção, conforme preceitua a Lei”, salienta.
Outra auditoria feita pelo TCDF em 2013 constatou que mais de 80% das escolas públicas do DF necessitam de reparos moderados ou grandes. As condições insatisfatórias das instalações físicas dessas unidades de ensino também têm como causa a manutenção insuficiente das edificações, conforme já apontado em auditorias passadas. As unidades de ensino também foram visitadas novamente este ano e continuam em situação precária. (TCDF)
NOVA GESTÃO DEVE FAZER UM PLANO DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO
O TEATRO NACIONAL APRESENTOU GRAVES FALHAS NO SISTEMA DE MANUTENÇÃO (FOTO: WIKIPEDIA)
O presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Conselheiro Renato Rainha, solicitou uma audiência com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, para entregar uma lista de auditorias e recomendações já feitas pelo TCDF ao GDF. O objetivo da visita é dar os subsídios necessários para a nova gestão fazer, com o máximo de urgência, um plano de manutenção e conservação dos bens públicos do Distrito Federal, além de dar continuidade às obras paradas e/ou inacabadas.
Uma auditoria realizada pelo corpo técnico do TCDF apontou a existência de rachaduras; fissuras nas estruturas; infiltrações; fiação exposta; luminárias ausentes; escadas rolantes e elevadores inoperantes; pisos danificados; dispositivos de combate de incêndio precários; alvenaria, pintura e esquadrias danificadas e outros problemas várias edificações do DF. Na lista, há pontes, viadutos, prédios e monumentos públicos, inclusive os principais pontos turísticos de Brasília. Segundo o relatório da fiscalização, realizada em 2012, a deterioração fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (artigo 45).Uma nova vistoria foi realizada em 2015 e a situação continua a mesma ou piorou nos pontos visitados.
O que também fere a LRF é a existência de obras paralisadas e/ou inacabadas. Entre os exemplos que serão levados pelo presidente do TCDF ao governador estão a construção do Parque Burle Marx, a Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) primeira e a segunda etapa do Asfalto Novo, a Ponte do Bragueto (contratada e não iniciada), e a Torre de TV Digital (com recebimento provisório, mas interditada por várias patologias na estrutura e outras pendências).
Manutenção improvisada
De acordo com o relatório produzido, a atividade de manutenção no DF é realizada de maneira improvisada, casual e não garante a integridade das edificações públicas. O documento ainda concluiu que também não existe rotina de inspeção e avaliação da situação dos bens para fins de planejamento. O GDF, no entanto, não elaborou até hoje um Plano de Implementação das recomendações indicadas pela Corte (no item II da Decisão nº 6300/12), bem como de outras ações necessárias para solução dos problemas apontados na auditoria.
O presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha, ressalta ainda a necessidade de que todos os órgãos e entidades do complexo administrativo do GDF que administrem ou sejam responsáveis por bens públicos passíveis de manutenção sejam envolvidos no processo de planejamento.
Exemplos de problemas encontrados pela auditoria
Entre os locais que foram visitados está o Teatro Nacional que, segundo a auditoria, apresentou graves falhas no sistema de manutenção, necessitando de reparos urgentes. Segundo o relatório, as portas de acesso à Sala Martins Pena e ao Espaço Dercy Gonçalves estavam quebradas; as vigas estruturais apresentavam rachaduras; havia sinais de infiltração no telhado e nas paredes externas, além de mofo no carpete da Sala Villa-Lobos; os elevadores estavam fora de serviço; e o sistema de ar condicionado causava insalubridade (soltando lã de vidro). Além disso, os cubos decorativos das paredes externas não tinham a devida impermeabilização. Constatou-se ainda que o espaço reservado para o restaurante no topo do edifício está desativado e os camarins estão em péssimo estado de conservação. As saídas de emergência do teatro estão comprometidas e sendo utilizadas como ponto de uso de drogas.
O Museu da República, inaugurado no final de 2006, também apresentou graves falhas na manutenção. Os auditores do TCDF encontraram trincas e rachaduras aparentes e sinais de infiltração em todas as estruturas visitadas, desagregação do concreto na face externa, elevadores com defeito, além de sistema de ar condicionado sem contrato próprio de reparo. A pintura da fachada está desgastada e a rampa de acesso está com o piso extremamente deteriorado.
Como exemplo da ausência de manutenção, o corpo técnico do Tribunal de Contas do DF citou a manutenção emergencial realizada na Ponte JK no início de 2011, em decorrência de oscilações e desnível na pista. “O Tesouro Distrital é onerado, pois o gestor só cuida de reparar o bem depois de deteriorado, gastando muito mais do que se tivesse realizado adequadamente sua manutenção, conforme preceitua a Lei”, salienta.
Outra auditoria feita pelo TCDF em 2013 constatou que mais de 80% das escolas públicas do DF necessitam de reparos moderados ou grandes. As condições insatisfatórias das instalações físicas dessas unidades de ensino também têm como causa a manutenção insuficiente das edificações, conforme já apontado em auditorias passadas. As unidades de ensino também foram visitadas novamente este ano e continuam em situação precária. (TCDF)
Fonte: Diário do Poder
DF: CHAPA 3 SE DESTACA NA ELEIÇÃO 2015 DO P SUL
Encabeçam a
chapa como prefeito: professor Kennedy Santos, vice-prefeito: Marcelo
Rocha.
A votação
está prevista para o próximo dia 26 de abril de 2015, das 8h ás 17h.
O eleitor só
precisa ir à escola que ele vota, com o titulo eleitoral e um documento com foto.
O mais
interessante é que não existe remuneração para os vencedores, mesmo assim as
eleições seguem a todo vapor, e são disputadíssimas...
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Da Redação / Blog Informa Tudo DF
Presidente do TST defende limitações para a terceirização.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Antônio José de Barros Levenhagen, disse hoje (13) que é contrário à proposta que trata de novas regras de terceirização, matéria apreciada pela Câmara dos Deputados. Ele participou nesta segunda-feira de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre o Projeto de Lei 4.330/2004 que trata do assunto.
Ao ressaltar que não estava falando como presidente do TST, mas como cidadão, o magistrado defendeu que o Congresso estabeleça tetos para a terceirização, como o de 30% dos prestadores de serviços de uma empresa possam ser terceirizados. Para evitar grandes distorções salariais, o magistrado sugeriu que os vencimentos dos terceirizados não possam ser inferiores a 80% do salário dos empregados concursados.
Sob protestos de trabalhadores filiados a várias centrais sindicais, na semana passada, o texto-base da proposta foi aprovado pela Câmara dos Deputados, que antes de enviá-lo ao Senado, precisa votar os pontos mais polêmicos da proposta – os destaques. Se aprovado, o projeto pode ampliar a terceirização para todos os setores, inclusive nas vagas relacionadas à atividade-fim das empresas contratantes. Atualmente, a terceirização só é permitida para as atividades-meio, como limpeza e segurança, por exemplo.
Fonte: Quid Novi
Repórter da Agência Brasil. Edição: Marcos Chagas
ENTREVISTA COM O DEPUTADO DISTRITAL WASNY DE ROURE (PT/DF)
O deputado Wasny é um dos mais bem avaliados do Distrito Federal
Fonte: Eg News
Blog Informa Tudo DF
Será??? 68,6% da população aprovam o Governo de Rollemberg
Mesmo sem mostrar resultados o GDF é bem avaliado?
Acredite se quiser!
A matéria do Jornal de Brasília mostra pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá e aponta que 68,6% dos entrevistados aprovam os primeiros 100 dias do governo de Rodrigo Rollemberg.
O instituto entrevistou 1.205 pessoas, com idade a partir de 16 anos, entre os dias 9 e 11 de abril em todo o Distrito Federal. A pesquisa tem margem de erro de 3% para cima ou para baixo.
O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, comemora o resultado da pesquisa, apesar de reconhecer que ainda é cedo para apresentar resultados.
O que temos para mostrar é mais o estilo do que resultados.
“Achei uma avaliação muito positiva. Mostra que a população entende as dificuldades que temos vivido e que as pessoas estão sendo pacientes”, declara Doyle, que completa: “A intenção é de melhorar, pois ainda temos problemas grandes”.
“Ainda não temos uma avaliação global, mas é um período curto para grandes realizações. Acredito que o que temos para mostrar é mais o estilo do que resultados.
O governo de Rodrigo Rollemberg só deverá apresentar uma avaliação dos primeiros dias de gestão após o dia 21 de abril - aniversário de Brasília -, próximo aos 120 dias.
Ainda não temos coisas para mostrar
O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, avalia que a situação do Distrito Federal ainda não é boa, mas acredita que para o restante do governo a situação deva melhorar.
“Ainda não temos coisas para mostrar por conta das dificuldades que encontramos. Mas, pelo tamanho dos problemas que temos enfrentado, mesmo a cidade funcionando mal, ela está funcionando". afirma Hélio Doyle.
O instituto entrevistou 1.205 pessoas, com idade a partir de 16 anos, entre os dias 9 e 11 de abril em todo o Distrito Federal. A pesquisa tem margem de erro de 3% para cima ou para baixo.
O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, comemora o resultado da pesquisa, apesar de reconhecer que ainda é cedo para apresentar resultados.
O que temos para mostrar é mais o estilo do que resultados.
“Achei uma avaliação muito positiva. Mostra que a população entende as dificuldades que temos vivido e que as pessoas estão sendo pacientes”, declara Doyle, que completa: “A intenção é de melhorar, pois ainda temos problemas grandes”.
“Ainda não temos uma avaliação global, mas é um período curto para grandes realizações. Acredito que o que temos para mostrar é mais o estilo do que resultados.
O governo de Rodrigo Rollemberg só deverá apresentar uma avaliação dos primeiros dias de gestão após o dia 21 de abril - aniversário de Brasília -, próximo aos 120 dias.
Ainda não temos coisas para mostrar
O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, avalia que a situação do Distrito Federal ainda não é boa, mas acredita que para o restante do governo a situação deva melhorar.
“Ainda não temos coisas para mostrar por conta das dificuldades que encontramos. Mas, pelo tamanho dos problemas que temos enfrentado, mesmo a cidade funcionando mal, ela está funcionando". afirma Hélio Doyle.
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Blog Informa Tudo DF
DOS 27 DEPUTADOS DA COMISSÃO ESPECIAL, 21 DEFENDEM REDUÇÃO DA MAIORIDADE
MAIORIDADE EM QUEDA

O RESIDENTE DA CÂMARA, EDUARDO CUNHA, INSTALOU PESSOALMENTE A COMISSÃO ESPECIAL QUE EXAMINA O TEMA.
Levantamento da Agência Câmara de notícias aponta que 77,8% dos deputados da comissão especial que vai analisar a redução da maioridade penal são favoráveis à diminuição da idade para que um jovem seja responsabilizado penalmente como um adulto. Os outros 22,2% são contrários à mudança na legislação atual. A comissão tem 27 titulares e igual número de suplentes, que não foram objeto do levantamento.
Entre os 21 deputados que concordam com a redução, 51,8% defendem apenas para crimes hediondos, como homicídio qualificado, latrocínio (roubo seguido de morte), estupro e sequestro. Outros 25,9% propõem que a redução alcance qualquer crime cometido.
Além disso, dos favoráveis à redução, 17 (63%) concordam com a idade de 16 anos para que um jovem responda pelo crime como adulto. Três deputados ouvidos defendem que não haja idade-limite, cabendo ao juiz definir se o adolescente irá responder ou não como adulto. E um propõe a idade de 10 anos.
A redução da maioridade para 16 anos está prevista na proposta que será analisada pela comissão – existem outras 37 que propõem idades variadas
O Estatuto da Criança e do Adolescente, que regulamentou a responsabilidade penal de menores de 18 anos, determina que os adolescentes de 12 a 17 anos podem responder por atos infracionais (crimes ou contravenções), como roubo e homicídio. Neste caso, aplicam-se medidas socioeducativas, que podem ir de advertência à internação por até três anos para os crimes mais graves, como homicídio.
A Agência Câmara procurou ouvir também os parlamentares sobre o tempo de internação para adolescentes infratores. O levantamento com os integrantes da comissão apontou que 77,8% advogam que o tempo máximo de internação deve ser superior aos atuais três anos.
Ao serem questionados sobre para quantos anos deveria ir a internação, oito deputados defenderam que ela seja proporcional ao crime, e seis que o prazo seja de até oito anos. As demais respostas foram variadas.
Crimes hediondos
O deputado Jutahy Junior (PSDB-BA) é um dos parlamentares favoráveis à redução para 16 anos para crimes hediondos. Para ele, a pena deve ser mais severa nos crimes que “demonstram a agressividade e a deturpação de caráter do indivíduo”. “Se a pessoa aos 16 anos pode votar, ela tem responsabilidade no caso de cometer um crime bárbaro”, afirmou.
Jutahy é autor de um projeto (PL 5561/13) que muda o ECA para ampliar o tempo de internação para seis anos. A proposta também estabelece que, se aos 18 anos, o jovem estiver cumprindo medida socioeducativa por crime hediondo, ele passará automaticamente para “ala especial de presídio comum”.
De acordo com o deputado, o objetivo é evitar que um jovem que cometer crime próximo aos 18 anos seja liberado ao completar essa idade. “Ele comete um crime bárbaro com 17 anos e 10 meses, e dois meses depois está livre. Isso cria um sentimento de impunidade gigantesco na população”, disse.
Cumprimento da lei
O deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que também faz parte da comissão especial, defende tratamento mais duro para crimes hediondos, mas ele acredita que a discussão está sendo feita de forma “equivocada”.
“O grande problema, hoje, não é a redução da maioridade penal, e sim o cumprimento da legislação. O que teríamos neste momento que fazer, e esse é o debate correto, era discutir e melhorar o ECA, que já prevê penas para menores infratores”, disse.
Rocha lembrou que o ECA já prevê a responsabilização penal de adolescente a partir dos 12 anos, o que, segundo ele, é uma das idades mais baixas do mundo. “Não é apenas com a redução que vamos resolver o problema. Hoje vamos botar um jovem de 16 anos numa penitenciária, num sistema que não ressocializa e, amanhã, estaremos discutindo para 14, para 10 anos”, disse.
O deputado disse que os jovens responsáveis por crimes hediondos são minoria no universo dos que cometem delitos. “O que se divulga para o povo é apenas um lado da história. Vamos fazer o povo brasileiro conhecer o sistema penitenciário do País, o quanto está sendo investido e que precisa se investir nas políticas públicas de acesso à escola de tempo integral. Então, a gente precisa conscientizar e conhecer o outro lado também”, afirmou Rocha.
Escolha do relator
A comissão especial que vai analisar a redução da maioridade penal foi criada no final de março pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e instalada na semana passada, com a eleição do deputado André Moura (PSC-SE) como presidente.
O relator deverá ser indicado nesta semana, quando também será definido o roteiro de trabalho do colegiado. Nove deputados disputam a relatoria, cuja indicação é primazia do presidente, mas geralmente é resultado de negociações políticas.
O RESIDENTE DA CÂMARA, EDUARDO CUNHA, INSTALOU PESSOALMENTE A COMISSÃO ESPECIAL QUE EXAMINA O TEMA.
Levantamento da Agência Câmara de notícias aponta que 77,8% dos deputados da comissão especial que vai analisar a redução da maioridade penal são favoráveis à diminuição da idade para que um jovem seja responsabilizado penalmente como um adulto. Os outros 22,2% são contrários à mudança na legislação atual. A comissão tem 27 titulares e igual número de suplentes, que não foram objeto do levantamento.
Entre os 21 deputados que concordam com a redução, 51,8% defendem apenas para crimes hediondos, como homicídio qualificado, latrocínio (roubo seguido de morte), estupro e sequestro. Outros 25,9% propõem que a redução alcance qualquer crime cometido.
Além disso, dos favoráveis à redução, 17 (63%) concordam com a idade de 16 anos para que um jovem responda pelo crime como adulto. Três deputados ouvidos defendem que não haja idade-limite, cabendo ao juiz definir se o adolescente irá responder ou não como adulto. E um propõe a idade de 10 anos.
A redução da maioridade para 16 anos está prevista na proposta que será analisada pela comissão – existem outras 37 que propõem idades variadas
O Estatuto da Criança e do Adolescente, que regulamentou a responsabilidade penal de menores de 18 anos, determina que os adolescentes de 12 a 17 anos podem responder por atos infracionais (crimes ou contravenções), como roubo e homicídio. Neste caso, aplicam-se medidas socioeducativas, que podem ir de advertência à internação por até três anos para os crimes mais graves, como homicídio.
A Agência Câmara procurou ouvir também os parlamentares sobre o tempo de internação para adolescentes infratores. O levantamento com os integrantes da comissão apontou que 77,8% advogam que o tempo máximo de internação deve ser superior aos atuais três anos.
Ao serem questionados sobre para quantos anos deveria ir a internação, oito deputados defenderam que ela seja proporcional ao crime, e seis que o prazo seja de até oito anos. As demais respostas foram variadas.
Crimes hediondos
O deputado Jutahy Junior (PSDB-BA) é um dos parlamentares favoráveis à redução para 16 anos para crimes hediondos. Para ele, a pena deve ser mais severa nos crimes que “demonstram a agressividade e a deturpação de caráter do indivíduo”. “Se a pessoa aos 16 anos pode votar, ela tem responsabilidade no caso de cometer um crime bárbaro”, afirmou.
Jutahy é autor de um projeto (PL 5561/13) que muda o ECA para ampliar o tempo de internação para seis anos. A proposta também estabelece que, se aos 18 anos, o jovem estiver cumprindo medida socioeducativa por crime hediondo, ele passará automaticamente para “ala especial de presídio comum”.
De acordo com o deputado, o objetivo é evitar que um jovem que cometer crime próximo aos 18 anos seja liberado ao completar essa idade. “Ele comete um crime bárbaro com 17 anos e 10 meses, e dois meses depois está livre. Isso cria um sentimento de impunidade gigantesco na população”, disse.
Cumprimento da lei
O deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que também faz parte da comissão especial, defende tratamento mais duro para crimes hediondos, mas ele acredita que a discussão está sendo feita de forma “equivocada”.
“O grande problema, hoje, não é a redução da maioridade penal, e sim o cumprimento da legislação. O que teríamos neste momento que fazer, e esse é o debate correto, era discutir e melhorar o ECA, que já prevê penas para menores infratores”, disse.
Rocha lembrou que o ECA já prevê a responsabilização penal de adolescente a partir dos 12 anos, o que, segundo ele, é uma das idades mais baixas do mundo. “Não é apenas com a redução que vamos resolver o problema. Hoje vamos botar um jovem de 16 anos numa penitenciária, num sistema que não ressocializa e, amanhã, estaremos discutindo para 14, para 10 anos”, disse.
O deputado disse que os jovens responsáveis por crimes hediondos são minoria no universo dos que cometem delitos. “O que se divulga para o povo é apenas um lado da história. Vamos fazer o povo brasileiro conhecer o sistema penitenciário do País, o quanto está sendo investido e que precisa se investir nas políticas públicas de acesso à escola de tempo integral. Então, a gente precisa conscientizar e conhecer o outro lado também”, afirmou Rocha.
Escolha do relator
A comissão especial que vai analisar a redução da maioridade penal foi criada no final de março pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e instalada na semana passada, com a eleição do deputado André Moura (PSC-SE) como presidente.
O relator deverá ser indicado nesta semana, quando também será definido o roteiro de trabalho do colegiado. Nove deputados disputam a relatoria, cuja indicação é primazia do presidente, mas geralmente é resultado de negociações políticas.
Fonte: Diário do Poder
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Redução da maioridade penal de 18 para 16 anos
RONALDO FONSECA DEFENDE REDUÇÃO DA MAIORIDADE EM CASOS DE CRIMES CONTRA A VIDA

Está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a admissibilidade de 39 propostas de emenda à Constituição que preveem a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos (PEC 171/93 e 38 apensadas). Titular na comissão, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) avalia que é preciso acelerar a discussão de mérito dessas PECs, “uma vez que a sociedade já deixou claro que quer mudanças nessa questão”.
Qual sua proposta de redução da maioridade penal?
Defendo a redução da maioridade para 16 anos, no entanto mais restrita. Se o menor cometer crime contra a vida e crime hediondo, será julgado e condenado pelo Código Penal, ele ficará até completar 18 anos num sistema de reeducação para menores, como uma casa-abrigo. A partir dos 18 anos, será transferido para o sistema prisional, mas diferenciado. Isso sim é direito humano.
Como seria esse sistema diferenciado?
Assim como temos o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) para os bandidos mais perigosos, por que não criar um regime diferenciado para esses jovens que vêm de casa-abrigo? Um regime que garanta mais oportunidades. Não é pegar o menor e jogá-lo no meio dos bandidos. É dar oportunidade de esse jovem trabalhar e estudar, ainda que condenado pela legislação mais dura. Não podemos dissociar a condenação do menor à questão da reeducação, da ressocialização. Hoje, o Brasil coloca o menor infrator numa casa abrigo e ele não sai de lá nem reeducado nem ressocializado. Temos que considerar que o menor é também uma vítima da sociedade, que vem de uma família desestruturada. Mas é uma vítima que está fazendo outras vítimas.
O senhor tem uma proposta que altera o sistema prisional?
Proponho que cada cidade acima de 50 mil habitantes tenha o seu presídio. Temos que diminuir o número de condenados em uma única prisão, temos que colocar os detentos mais perto de casa, inclusive para deixá-los mais perto de família. Não podemos perder de vista a reinserção social.
Fonte: Informativo da liderança do PROS na Câmara dos Deputados
Está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a admissibilidade de 39 propostas de emenda à Constituição que preveem a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos (PEC 171/93 e 38 apensadas). Titular na comissão, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) avalia que é preciso acelerar a discussão de mérito dessas PECs, “uma vez que a sociedade já deixou claro que quer mudanças nessa questão”.
Qual sua proposta de redução da maioridade penal?
Defendo a redução da maioridade para 16 anos, no entanto mais restrita. Se o menor cometer crime contra a vida e crime hediondo, será julgado e condenado pelo Código Penal, ele ficará até completar 18 anos num sistema de reeducação para menores, como uma casa-abrigo. A partir dos 18 anos, será transferido para o sistema prisional, mas diferenciado. Isso sim é direito humano.
Como seria esse sistema diferenciado?
Assim como temos o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) para os bandidos mais perigosos, por que não criar um regime diferenciado para esses jovens que vêm de casa-abrigo? Um regime que garanta mais oportunidades. Não é pegar o menor e jogá-lo no meio dos bandidos. É dar oportunidade de esse jovem trabalhar e estudar, ainda que condenado pela legislação mais dura. Não podemos dissociar a condenação do menor à questão da reeducação, da ressocialização. Hoje, o Brasil coloca o menor infrator numa casa abrigo e ele não sai de lá nem reeducado nem ressocializado. Temos que considerar que o menor é também uma vítima da sociedade, que vem de uma família desestruturada. Mas é uma vítima que está fazendo outras vítimas.
O senhor tem uma proposta que altera o sistema prisional?
Proponho que cada cidade acima de 50 mil habitantes tenha o seu presídio. Temos que diminuir o número de condenados em uma única prisão, temos que colocar os detentos mais perto de casa, inclusive para deixá-los mais perto de família. Não podemos perder de vista a reinserção social.
Fonte: Informativo da liderança do PROS na Câmara dos Deputados
APÓS PROTESTOS, DILMA SE REÚNE COM COORDENAÇÃO POLÍTICA
CRISE
PLANALTO DEVE FAZER NOMEAÇÕES PARA ESTANCAR CRISE COM ALIADOS

A SEMANA É DE TENSÃO PARA O GOVERNO DILMA COM VOTAÇÕES POLÊMICAS NO CONGRESSO (FOTO: ABR)
A presidente Dilma Rousseff começou nesta segunda-feira, 13, a reunião da coordenação política do governo, com a presença do novo articulador, o vice-presidente da República, Michel Temer. O encontro ocorre após os protestos desse domingo, que contaram com uma adesão menor de manifestantes em relação ao realizado um mês atrás, no dia 15 de março.
A expectativa é que nos próximos dias o Palácio do Planalto comece a fazer as nomeações para o segundo e o terceiro escalões de forma a estancar a crise com os aliados no Congresso, principalmente o PMDB, partido de Temer. Na nova função de articulador, caberá ao vice-presidente a tarefa de melhorar a relação do Executivo com o Legislativo.
A semana é decisiva para o governo no Congresso. Na pauta da Câmara, está a votação de destaques ao projeto que amplia a terceirização no País, cujo texto-base foi aprovado na semana passada. No Senado, a previsão é que os parlamentares analisem a proposta que fixa prazo para a entrada em vigor dos novos indexadores das dívidas de Estados e municípios com a União. (AE)
PLANALTO DEVE FAZER NOMEAÇÕES PARA ESTANCAR CRISE COM ALIADOS
A SEMANA É DE TENSÃO PARA O GOVERNO DILMA COM VOTAÇÕES POLÊMICAS NO CONGRESSO (FOTO: ABR)
A presidente Dilma Rousseff começou nesta segunda-feira, 13, a reunião da coordenação política do governo, com a presença do novo articulador, o vice-presidente da República, Michel Temer. O encontro ocorre após os protestos desse domingo, que contaram com uma adesão menor de manifestantes em relação ao realizado um mês atrás, no dia 15 de março.
A expectativa é que nos próximos dias o Palácio do Planalto comece a fazer as nomeações para o segundo e o terceiro escalões de forma a estancar a crise com os aliados no Congresso, principalmente o PMDB, partido de Temer. Na nova função de articulador, caberá ao vice-presidente a tarefa de melhorar a relação do Executivo com o Legislativo.
A semana é decisiva para o governo no Congresso. Na pauta da Câmara, está a votação de destaques ao projeto que amplia a terceirização no País, cujo texto-base foi aprovado na semana passada. No Senado, a previsão é que os parlamentares analisem a proposta que fixa prazo para a entrada em vigor dos novos indexadores das dívidas de Estados e municípios com a União. (AE)
Fonte: Diário do Poder
DF: Voltando a normalidade o GDF começa a contratar servidores
Buriti autoriza a contratação de 300 profissionais

O governador Rodrigo Rollemberg anunciou em redes sociais no final da noite desta sexta-feira (10) ter autorizado a contratação de 30 pediatras, 44 enfermeiros e 131 técnicos aprovados em concurso para a rede pública de saúde. Segundo o G1, o número representa só 25,8% dos 792 profissionais pedidos à Governança pelo secretário João Batista de Sousa em substituição a demitidos e aposentados.
O chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, informou que o processo para convocação começa “imediatamente”, já na segunda-feira. Ele disse também que não havia condições de atender ao pedido da secretaria para fazer as 792 contratações por causa das limitações com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
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O governador Rodrigo Rollemberg anunciou em redes sociais no final da noite desta sexta-feira (10) ter autorizado a contratação de 30 pediatras, 44 enfermeiros e 131 técnicos aprovados em concurso para a rede pública de saúde. Segundo o G1, o número representa só 25,8% dos 792 profissionais pedidos à Governança pelo secretário João Batista de Sousa em substituição a demitidos e aposentados.
O chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, informou que o processo para convocação começa “imediatamente”, já na segunda-feira. Ele disse também que não havia condições de atender ao pedido da secretaria para fazer as 792 contratações por causa das limitações com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
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